Com a aceleração do programa Ciência sem Fronteiras, o Brasil passou a oferecer cem mil bolsas de estudo no exterior aos seus melhores estudantes, investindo em seu futuro científico e tecnológico. O empenho da presidente Dilma na questão da formação tecnológica de ponta será fundamental para o esforço dos próximos anos de uma nova geração.

O Brasil tem assinado acordos de cooperação em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e, em destaque, a França, que será um dos principais destinos dos brasileiros. O país europeu assumiu o compromisso de acolher, até 2015, dez mil bolsistas em nível de graduação e 2.500 bolsistas em nível de doutorado.

Esta parceria entre Brasil e França foi abordada com entusiasmo em um artigo publicado no jornal O Globo, em 28 de abril, pelo embaixador da França no Brasil, Yves Saint-Geours. “O programa representa a globalização do conhecimento na parceria estratégica entre os dois países, que não se limita somente ao acolhimento de estudantes, mas também diz respeito às trocas de conhecimento científico e de tecnologia”, escreveu o embaixador.

Um dos objetivos dessa relação bilateral, além da internacionalização das economias, é a internacionalização das universidades, aspecto fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade do conhecimento. O Brasil segue no caminho certo. Na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, os estudantes franceses já são hoje o primeiro grupo de estudantes estrangeiros.

A Fiocruz, tradicional parceira da França desde seus primórdios com o Instituto Pasteur, tem apostado no crescimento de suas parcerias com os institutos franceses. Assim foi com o Pasteur, com o INSERM e também com o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), maior centro de pesquisa da França. Com este último, por exemplo, foi criado o Laboratório Internacional Associado em Imunologia e Imunopatologia (LIA-Imuno), um laboratório virtual financiado pela Fiocruz e pelo CNRS.

O convênio entre as duas instituições acaba de ser renovado por mais quatro anos, e irá estimular a formação de recursos humanos, principalmente de estudantes e pesquisadores, a troca de informações e literatura científica através do intercâmbio de publicações e periódicos científicos, a organização de conferências bilaterais e seminários, integração de pesquisas, entre outras iniciativas.